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Tesouro Gerencial: conheça sua origem e importância

Tesouro Gerencial: conheça sua origem e importância

 

As origens da ferramenta

Em 1987, para atender à necessidade de informações que permitissem aos gestores agilizar o processo decisório, o Governo Federal implantou o Sistema de Administração Financeira e Controle — SIAFI.

O SIAFI possibilita segurança e rapidez na entrada de dados, no entanto não disponibiliza muitas facilidades na extração de informações gerenciais, haja vista que a maioria das transações utilizadas nesse Sistema é estruturada, e portanto inflexível. Poucas eram as transações que permitiam extrair informações gerenciais, como: CONOR, CONSULTORC, CELULAS.

A dificuldade de extrair tais dados exigiu o desenvolvimento de novas ferramentas que permitissem ao gestor a realização de consultas gerenciais com flexibilidade e rapidez.

Em 1995, para propiciar essa maleabilidade na obtenção de informações gerenciais da execução orçamentária e financeira, foi desenvolvido, projeto para implantação do SIAFI Gerencial nas redes locais das unidades usuárias.

A característica básica do SIAFI Gerencial era uma maior flexibilidade tanto na forma de parametrização dos filtros quanto na forma de apresentação das mesmas. Dessa maneira, era um sistema que atendia às necessidades dos usuários de forma tempestiva e customizada.

 

SIAFI

Em 2009, dentro do processo de modernização das soluções de tecnologia da informação do Tesouro Nacional, foi implantada uma evolução do SIAFI Gerencial, que passou a ser acessado por meio da web. Essa mudança teve como objetivo proporcionar aos usuários o acesso à aplicação via navegador (browser), sem a necessidade de instalar qualquer aplicação na estação de trabalho e a contratação de circuitos para acesso à rede do SERPRO. Outra inovação foi a possibilidade de exportação de planilhas para os formatos .XLS (MS-Excel) e .ODF (BR Office).

O acesso ao SIAFI Gerencial se fazia por intermédio das plataformas via rede local e via web por um certo período. A versão cliente-servidor deixou de ser utilizada em 2010, quando apenas a versão web ficou disponível.

O SIAFI Gerencial permitia ao usuário definir, conforme suas necessidades, a estrutura da consulta a ser realizada. O ponto forte desse sistema era justamente atender às demandas explícitas de cada usuário, uma vez que possibilitava estruturar, com flexibilidade o contexto, a apresentação e a saída da informação. A consulta é elaborada no momento de sua realização, em decorrência da sua necessidade e pode ser estruturada conforme a necessidade do usuário.

O objetivo do SIAFI Gerencial era atender às demandas de informações gerenciais das áreas que possuem atribuições de gerência orçamentária, financeira e controle e subsidiar as áreas estratégicas de informações para o aperfeiçoamento do processo de tomada de decisões do governo.

O SIAFI Gerencial Web foi descontinuado em 2017 e parte de sua base de informação foi transferida (2008 a 2014) para o Tesouro Gerencial - TG, o qual conta com dados da execução a partir de 2008.

O Tesouro Gerencial  é atualmente o sistema de consulta à Execução Orçamentária, Financeira, Patrimonial do Governo Federal no âmbito do Orçamento Fiscal e Seguridade Social, a qual se dá por meio do SIAFI . 

A implantação do TG  ocorreu em 2015, juntamente com o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público — PCASP  no âmbito da União, que propiciou o aprimoramento do processo de consolidação das contas públicas nos três níveis de governo. Essa alteração  ampliou a necessidade de evolução do SIAFI Gerencial – SG, antecessor do TG. Era preciso uma ferramenta mais dinâmica e mais eficiente.  No TG estão disponíveis dados do SIAFI a partir do exercício de 2008. 

O Tesouro Gerencial

O TG foi desenvolvido em arquitetura BI (Business Inteligence). Os sistemas BI facilitam a análise de grandes volumes de dados complexos, provendo a habilidade de visualizar os dados a partir de muitas perspectivas, com vários níveis de detalhe. O banco de dados do sistema (DW — Data Warehouse) armazena os dados que serão utilizados pelo sistema, num formato otimizado para o processamento analítico. A Plataforma de BI (Microstrategy) do TG provê as ferramentas para análise dos dados e geração de relatórios. 

A nova ferramenta possui um grande gama de possibilidades, permitindo o cruzamento de informações de dados provenientes dos lançamentos contábeis com dados originários de documentos contábeis. A modelagem da nova ferramenta é multidimensional, permitindo que em um mesmo relatório seja possível relacionar atributos relacionados a saldos contábeis, campos de documentos e campos de tabelas.

O TG é acessado pela web, permitindo a elaboração de relatórios baseados em dados do SIAFI com mais flexibilidade e possibilidades bastante superiores de análise, associação, combinação, filtragem e apresentação do que o SIAFI Gerencial. A elaboração desses relatórios se faz por meio da utilização de diversos tipos de objetos, que representam os dados do SIAFI.

O próprio relatório (equivalente à consulta construída do SIAFI Gerencial) é um objeto, o que permite uma gestão das consultas da unidade parecida com a manipulação de arquivos. Ele pode ser copiado, renomeado, movido, gravado em pastas etc.

O Tesouro Gerencial possibilita a extração de informação baseada no documento de lançamento contábil. Logo, é possível realizar consultas de acordo com múltiplos aspectos presentes nesses documentos, como: conta contábil, fonte do recurso, programa de trabalho, favorecido do documento, data de emissão etc. Com o TG podemos descobrir, por exemplo,  o que foi empenhado, liquidado, pago ou inscrito em restos a pagar para qualquer empresa, em qualquer unidade gestora, em qualquer período, em qualquer ação orçamentária e qual foi a finalidade do gasto.

O Tesouro Gerencial - TG  é ferramenta indispensável ao correto acompanhamento da gestão orçamentária e financeira no âmbito da União.

A MMP oferece um curso presencial e completo, com teoria e prática, do Tesouro Gerencial. Confira informações e a programação aqui.

Espero que este post te ajude a compreender um pouco mais sobre o tema! Quer conversar mais sobre o assunto? Deixe o seu comentário aqui embaixo ou nos escreva ([email protected]), será um prazer ajudar você!

Professor Bruno Henrique Nunes Pedrozo

Contador pela Universidade de Brasília – UnB (2008). Pós-Graduado em Gestão em Controladoria Governamental (2013). Analista Judiciário – Especialidade: Contabilidade, lotado na Secretaria de Orçamento e Finanças do TRT 10ª desde abril de 2014. Chefe do Núcleo de Contabilidade Analítica – NUCAN. Contador Responsável pelo TRT10. Analista em Ciência e Tecnologia de julho de 2010 a março de 2014, onde foi Chefe de Divisão de Análise Contábil – DIAC, bem como substituto eventual do contador do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Foi Analista Administrativo do Ministério da Integração Nacional no período de setembro de 2009 a julho de 2010, atuando na Setorial de Contabilidade. Também foi servidor do Ministério da Educação no período de setembro de 2005 a setembro de 2009, onde ocupou o cargo de Agente Administrativo, desempenhando atividades relacionadas à execução orçamentária e financeira. Ministra treinamentos deMensuração de Ativos Imobilizados (Reavaliação, Redução a Valor Recuperável, Depreciação, Amortização e Exaustão), Siafi Operacional Básico, Siafi Gerencial Web, Novo Cpr e Execução Orçamentária, Financeira, Contábil e Tesouro Gerencial.

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